Se tem um motivo para que este blog
não seja deletado é o fato de que volta e meia preciso escrever uns textos
assim, não tão aleatórios.
Ontem, o Coletivo Garagem Aberta (do
qual participo) organizou mais um evento no Motoclube Legião Perdida, daqui de
Jundiaí. No mesmo dia o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre
artistas independentes, ao exemplo de Tulipa Ruiz e Criolo, que atualmente vendem
mais do que Gilberto Gil e Caetano Veloso.
As bancas de CDs piratas da cidade
de São Paulo não reconhecem a presença destes artistas no cenário musical, mas
por outro lado se vende é porque alguém reconhece. Mas será que alguém pode me
responder: onde está este publico que compra estes cd?
No Motoclube, as bandas Menos um dia
(Jundiaí), Thin lines and the curves (São Paulo) e Inesperado -foto- (Itupeva) tiveram
um público significativo, principalmente se levarmos em conta o fato das
pessoas saírem de suas casas num domingo chuvoso, com jogo do São Paulo x
Santos.
O público pôde acompanhar mais do que um som
de qualidade, mas também diferentes estilos. Demonstrando o valor cultural que
a música independente da região possui. Sabemos que os artistas precisam de
espaços, de ações que os unam.
Cada vez mais tenho acompanhando
manifestações de artistas locais, mas minha dúvida é sempre a mesma. O que faz com
que as pessoas saiam de casa para irem a eventos culturais? Será a consagração
de um espaço, de um artista, de um grupo ou o fato de estarem cansados de algo
que ninguém saber dizer o que é?
Em todas as profissões são poucos os
reconhecidos. No caso dos artistas, são poucos os remunerados (e também
reconhecidos?). É incrível como eventos gratuitos levam as pessoas para os
lugares, nem que seja para comprar cerveja.
Mas quer saber? Vou terminar essa
postagem aqui, vocês já podem voltar a ver o que “todo mundo” está fazendo no
facebook.
A verdade é que o comodismo tomou conta da maioria das pessoas, isso faz com que elas fiquem em suas casas, esperando a mídia escarrar o próximo "sucesso". Até lá, quem quiser apreciar algo que não seja comprado e formatado pela indústria, digo, quem quiser apreciar algo que não seja uma "banda-produto" em sua essência, vai fazer parte da minoria. Mas enfim, isso é um ciclo; a cena atual vai durar até que algo vinculado ao cenário independente acabe "estourando" nos meios de comunicação, aí os números mudam. Por um lado, serve como um "peneirão", afinal, quantidade não quer dizer qualidade. Deixo a minha opinião aqui, para quem quiser concordar ou discordar. M0rto
ResponderExcluirMorto, concordo com você. Até porque na reportagem que citei o artista independente é aquele que vende.
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